Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.
Terça-feira, Abril 29, 200311:41 PM Rapunzel, Rapunzel, joga as suas louras tranças...
Eu sei que não vai adiantar muito, que crianças gostam da segurança das histórias repetidas e tal, mas será que alguém aí pode dar outro CD da Coleção Disquinho pra minha filha? Eu e os vizinhos e os gatos agradecemos.
11:38 PM Não, eu não sei. Não sei o que quero de almoço, não sei se prefiro laranja ou maçã-verde, não sei o que quero ser quando crescer. Não sei nem se vou crescer um dia, essa semente-menina-indecisa dentro da mulher feita. Sei menos ainda quando me perguntam. Um banal "de creme ou chocolate?" pode me deixar atordoada por horas diante da sorveteria ou dos muitos outros cardápios que a vida te coloca nas mãos (na maioria das vezes com um garçom impaciente fungando no seu cangote). Mas eu não sei. Sei de sutilezas, sou levada muitas vezes por afinidades e repulsas tênues demais para querer explicar. A inveja me sobe pela garganta diante desses menininhos que desde os três anos querem ser médicos, advogados, pára-quedistas e acabam sendo isso mesmo, dessas lindas trajetórias em linha reta e vidas que não andam aos tropeços............
Eu sempre fui em curvas. E apegada a essa casca de nebulosidade. De repente a sensação de já estar aqui crescida e decidida é o que me paralisa.
Confusão hoje. Dessas que pedem tylenol 750 na veia. Mas é isso. Estava o texto caminhando tranqüilo e poético para o ponto final quando chegaram insights pelo ciberespaço ali na outra janela, espalhando reticências. Perdi o prumo. Gaguejei. É isso.
Sábado, Abril 26, 200310:25 PM Vejamos...
"poema de páscoa com coelho", "fotos de punheta", "como plantar ervilha". E todo mundo veio parar aqui. Ou o Google anda meio doidão, ou este blog está começando a ficar com a freqüência mais eclética que as festas aqui em casa.
Melhor servir uma rodada de caipirinha pra galera ir se enturmando.
Meio atrasado, porque ontem eu passei o dia longe do micro enrolando brigadeiro, enchendo bola de gás e soprando as velinhas com a minha pequena guerreira do dia 23. Mas a mãe da Nina já tinha feito a festa antes e postou a oração linda e inteirinha. Passa lá.
Terça-feira, Abril 22, 20039:06 PM E pra provar que moto não é só uma eterna fonte de preocupação para mães e familiares, meu irmão está contando online as peripécias de sua última viagem até o Atacama, no Chile, e outras aventuras sobre duas rodas. Com fotos que valem a visita.
11:37 AM Ali no carro com luzes riscando a noite do lado de fora e o ressonar suave no banco de trás e aquele círculo invisível e sólido que nos envolve e que uns chamam de amor, outros de família, eu pensei num sorriso que a felicidade das coisas simples, embora não seja a única, também não é nada desprezível.
Domingo, Abril 20, 200311:50 PM Há pouco me dei conta de que ontem foi Dia do Índio. Se as datas comemorativas por aqui fossem algo mais consistente do que uma bela desculpa pra passar dias preguiçosos na praia teríamos todos malhado o Judas a flechadas, devidamente paramentados com cocares e pintura de guerra na cara.
(ok, ok, vai ver que divagações inúteis estão entre os efeitos colaterais da overdose de chocolate com bacalhoada. Alguém tem um sal de frutas?)
11:09 PM Inocência Manhã de páscoa, Lia empolgada e eu mais ainda no primeiro ano como Coelho oficial da casa. Partimos na caça aos ovinhos. Ela se animando com cada descoberta, enchendo a cestinha. No fim veio toda feliz mostrar ao pai que estava no computador. E deu um ovo a ele. E ficou olhando muito espantada quando ele despiu o papel laminado vermelho do 'brinquedinho' e colocou inteiro na boca. "Mamããããeeee! Esse ovo é... de chocolate!!!!"
Sim, na hora bem que eu pensei que ovinhos de madeira pintada (vi uns lindos à venda) teriam garantido igual diversão e possíveis cáries e dores de barriga a menos. Mas era tarde. E agora ela está lá no berço, beladormecida e possivelmente sonhando com coelhos saltitantes e muito chocolate.
Sexta-feira, Abril 18, 20039:54 AM A doida aqui de fuso trocado, falando de sextas e Vênus e lobisomens em plena noite de quarta e ninguém nem para me dar um toque! tsk, tsk, tsk...
Quinta-feira, Abril 17, 20036:25 PM Seu dia tá chatinho? O feriado tá demorando a chegar? Espera o chefe olhar pro outro lado e entra aqui pra dar risada. E quem nunca cometeu um virundum que atire a primeira pedra.
Quarta-feira, Abril 16, 20038:14 PM Ei, você aí! Tira a cara desta telinha a-go-ra e vai na janela olhar a lua cheia. É uma ordem.
(e vê se aproveita, que na minha cartilha sextas de Vênus com uma lua dessas prometem mais que lobisomens...)
6:06 PM Respondam depressa: mais valem banheiro e cozinha e-nor-mes e com luz do sol, prédio detonado porém charmosinho (na opinião da louca aqui, é vero), esquadrias de madeira e pé direito alto ou uma rua arborizada num bairro mais legal, dois banheiros (mínimos, mas dois), armários, portaria, elevador e todo o pacote prédio-normal-careta (incluindo janelas de alumínio, puxadores dourados no-comments nos guarda-roupas e salão de festas com aulas de pintura para as velhinhas locais)?
Terça-feira, Abril 15, 200310:43 PM Os comments do blogger andam ruins de novo ou ninguém achou a menor graça na charge dos coelhos mesmo?
(tremenda crise de insegurança aqui. Me amem! Me comentem!)
A quem interessar possa: já comprei os ovinhos que o Coelho da Páscoa vai esconder pra Lia. Ah, e um coelho também. Só que de pelúcia.
8:44 PM Depois que a Fal postou pra quem quiser ver o meu momento mãe-adolescente descontrol (cuidado com o que teclam no messenger, pessoas!), eu morri de rir com o que a Aline viu na Cora.
Sexta-feira, Abril 11, 20031:32 PM Um anjo me soprou o ouvido de madrugada mais ou menos na hora do acontecido, segundo eu soube depois. De manhã bem cedo tocou o telefone, porque os anjos nunca confiam na capacidade humana para captar essas sutilezas.
No fim não houve nada além de um dia muito tenso, alguns insights, um corte no supercílio e um punhado de partes do corpo raladas. Do lado direito, eu não pude deixar de reparar.
Mas a visão do celular quebrado e sem bateria e do único pé de tênis restante grudou na retina e me assombrou noite adentro. E eu pensei que não deve haver nada mais desolador na ausência definitiva de alguém do que pertences órfãos sublinhando o tempo todo a saudade.
Terça-feira, Abril 08, 20039:08 AM Eu morro de culpa pensando que, quando a Lia tiver uns 80 anos, to-das as fraldas que ela usou na vida ainda vão estar por aí em forma de poluição. Mas quem se habilitaria a encarar fraldas de pano vazando e tendo que ser lavadas aos montes todo dia por mais de dois anos? Por isso foi meio que um alívio e uma esperança ler sobre fraldas de pano turbinadas e ecologicamente corretas que já existem pelo mundo. Alívio por pensar que isso já diminui o absurdo de fraldas descartáveis sujas entupindo o planeta. E esperança de que elas já tenham sido lançadas em terras tupiniquins quando (se?) eu decidir partir para a segunda viagem pelo reino encantado da maternidade.
9:19 PM E para quem quer mais do mesmo, acaba de sair outro poema meu aqui. O site é todo em flash e meio chatinho de carregar, mas um pular intro básico facilita as coisas. Procurem na seção Talentos e me contem o que acharam.
Sexta-feira, Abril 04, 20036:02 PM Bom...
é pedalar até não ter mais pernas, problemas, vínculos. Até não ser mais nada além de vento encontrando as ondas. Bom é zunir entre os carros parados do fim de tarde, livre. Bom é praia sem sol e o amor nas palavras da Heloísa Seixas. É a beleza de sorrisos fáceis dos meninos e meninas do 9.
Triste é se espantar com a massa crescente de gente sombreando a ciclovia com suas quinquilharias e suas misérias pela calçada, com suas crianças magrelas descalças malabaristas correndo entre os carros.
Duro é se saber na metade exata do elástico que, esgarçado à tensão máxima entre o BMW blindado e a voz cortante e assustada que te manda um 'passa a bicicleta, dona', dá sinais de que não demora a arrebentar.
12:14 PM Num certo dia banal, no abismo desse princípio/ Vou perceber que você é minha cúmplice/ E lamenta ter de mandar as marcas dos passaportes/ não quero saber de viver abandonado/ a vida é mais que um vício delicado/ A vida é bem difícil, diante desse abismo/ Volta o vídeo ao início, minha namorada/ Melhor que carta marcada...
Ai, amiga.... Tinha tanto tempo que eu não ouvia isso. Espetou fundo por aqui. Vou vestir branco e respirar o sol com brisa desta sexta de outono que, apesar de tudo, continua com aquela luz linda que envolve a cidade nestes meses.
11:39 AM Se você corre o sério risco de se apaixonar por bebês-ervilha e querer fabricar um (mais um) right now, NÃO veja as fotos da Rosa Pomar.
(pensa rápido, dani: montanhas de fraldas sujas+noites em claro+cólica+meses sem sair de casa+refluxo+papinha cuspida na sua roupa nova+enjôo de cheiro de leite+trabalheira+trabalheira+trabalheira... Ufa! Passou, passou)
10:32 AM Se o que está em cima é igual ao que está embaixo, se o branco é a síntese de todas as cores, talvez o silêncio seja a soma de todas as palavras de amor.
Essa foi só uma das coisas que eu li sobre o silêncio ontem. A outra foi ali na Fal.
graças aos serviços do meu contador de acessos descobri um tal 'projeto kaleidoscópio' ou caleidoscópio (mas os que preferiam essa forma não vinham parar aqui. Até agora). Coisa do DJ Ramilson Maia. Fui correndo pro Kazaa ver do que se tratava e, pros meus ouvidos leigos, é só mais um tumtumtum com vocais da tal Janaína Lima. E eletrônico por eletrônico eu acho mais palatáveis as experiências drum'n'bossa da Fernanda Porto, DJ Patife e afins (aí, galera do google!). Mas pra não decepcionar possíveis futuros leitores, taí: Tem Que Valer. Se não der certo vocês me escrevam que o mp3 ainda tá dando sopa por aqui. E, já que estão por estas bandas, puxem uma cadeira e leiam à vontade.
10:38 AM Mês de roda da fortuna é mais ou menos como aquele papo das ventanias e de Oz que aconteceu por aqui dia desses: o que estava certo deixa de estar (para logo parecer firme outra vez), pessoas sumidas telefonam ou esbarram com você na rua, idéias inusitadas passam ao alcance da mão, planos sólidos esfarelam e (ex?) desconhecidos entram por todas frestas do seu cotidiano que, aliás, voa aos pedaços em volta da sua cabeça. E você tentando plantar os pés na terra pra ficar firme no olho do furacão.
Desta vez com bem pouco afinco, tenho que admitir. Que bons ventos me levem.
1:17 PM Novas e ilustres visitantes e visitáveis (as duas últimas amigas offline recentemente cooptadas para o mundo blogger segundo as instruções do manual das motherns): Cam Seslaf, Vandinha e Alê.
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E quando você acha que já está na merda, o trabalho urgente do dia é uma loooooonga explanação sobre cortes e tintura de cabelo. Se eu tivesse um mínimo de coordenação motora, podia aprender alguma coisa e mudar de ramo.