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11:13 AM
Querido cliente,
por motivo de força maior, a entrega do trabalho que seria feita hoje terá que ser transferida para amanhã, ou depois, ou semana que vem...
Vício, vício.
Se eu me chamasse Maurício, haveria menos progesterona no mundo.
Acabo de descobrir que, com a Cam e a Paula e, óbvio, com quem teve a brilhante idéia de colocar isso no ar, já posso abrir a confraria das estouradoras de plástico-bolha compulsivas.
enviado por Dani K.
6:47 PM
Check-out, táxi, ruas livres antes de romper o dia. A megacidade passa rápida pela janela; eu mal tive tempo de olhar na cara dela e já estou de partida. Pão de queijo, suco, cafezinho. Café não, que no fuso enlouquecido em que ando sou capaz de nunca mais dormir.
Pessoas frenéticas deságuam de repente sabe-se lá de onde, se acotovelando pelas filas, sérias e atarefadas porque já é segunda-feira no aeroporto. Os atendentes da madrugada sonolenta de repente ganham vida e sorrisos corteses; eu reviro a bolsa atrás de óculos escuros.
Os best-sellers folheados na livraria me parecem todos geniais a esta altura. Cansaço. Nem sete horas, ainda. De manhã é o melhor horário pra fazer terapia, concluímos em torno da pizza de cogumelos. Porque você pega o superego ainda dormindo, desprevenido. O superego e todo o resto, no meu caso. Por dentro eu cochilo num edredom fofo sem sonho nem compromisso, enquanto a casca movida por piloto automático toma as providências para o embarque.
Lá vai o bonitão da novela fazendo cara de olhem pra mim, passam dois executivos com suas pastas e o gel no cabelo.
Vôo a confirmar, no painel eletrônico.
Confirmado. Atrasado.
Faz frio do lado de fora. E um sol amarelo no horizonte cinza. Qualidade do ar: REGULAR. Mas o que sinto é calor antecipado com minhas meias e o casaco recém-comprado. O japonês que organiza a fila parece personagem de animação. Como o outro, que dançava com seu sorriso engraçado enquanto me beijavam. Oh, lord. Nas parcas horas em que cochilei o sonho foi com as trilhas sonoras dos desenhos todos. Overdose. E com tantas outras coisas pra sonhar...
Assento A quer dizer na janela. Daqui a pouco começa a tocar "O Samba do Avião" na minha trilha sonora interna. Clichê, eu sei, mas não exijam muito de mim hoje.
Senhores passageiros, bom dia. Boa noite.
enviado por Dani K.
4:42 PM
E pelo visto não fui só eu que quase tive um treco com Lázaro Ramos em Madame Satã. Acabei de ver que tem entrevista com o diretor do filme ali no Nerve.com.
enviado por Dani K.
9:19 AM
Ontem me disseram que havia lua cheia. E eu li, também. Por aqui, chove há dias e o inverno anda escondendo o céu.
Se paro um instante, sinto a agitação nas minhas marés internas. Mas não tenho tido muito tempo de olhar para cima estes dias.
enviado por Dani K.
11:09 AM
Motivos para sorrir em meio à ralação
Sábado de chuva, saindo do carro:
-Tchau, Lia, a mamãe está indo trabalhar.
-Tchau, mamãe. Bom trabalho!
Domingo ainda frio, tentando segurar a onda do bad hair day com uma faixa:
-Tá de coroa, mamãe?
enviado por Dani K.
3:56 AM
Eu já ouvi falar de gatos que só bebem água corrente, claro. Mas aqui em casa a Morgana faz questão que a gente ligue a torneira e fique por perto, assistindo a operação.
enviado por Dani K.
3:47 AM
Meu sumiço (o mais recente deles) em duas palavras: anima mundi.
Se não virar cartoon nem o zumbi das salas de cinema, depois de sampa eu apareço de volta.
enviado por Dani K.
4:54 PM
A Ju deu a dica, eu ajudo a divulgar.
Em agosto, aqui no Rio, bruxos, bruxas e interessados reúnem seus caldeirões para meditar na cozinha com Sônia Hirsch. Como a minha alforria vem mais ou menos em fins de julho, acho que a gente se vê por lá.
enviado por Dani K.
7:37 AM
Domingo na praça
Pra cima, pra baixo
Lia ria, ria
Olha mamãe
Na gangorra tem um palhaço
Você anda emudecida por motivo de força maior, trabalhando-zumbi e torcendo para que chegue de novo a calmaria. Aí marcam reunião na escola construtivista-cabeça da sua filha freqüentada por pais nem-tão-cabeça-assim, e a professora em vez de falar qualquer coisa distribui livros com a obra do Portinari e pede releituras dos pais para trabalhar depois com as crianças da turma. Aí no meio das reclamações mais variadas você fica em êxtase e pergunta se pode escrever além de desenhar. Aí começa a viajar numa colagem coloridinha e sai um texto mais ou menos assim. E você, com sua camiseta de krishna e o piercing e o cabelo curtinho desgrenhado, se sente um pouco mais ET que o habitual.
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Minha mãe comentando alguma monstruosidade da TV
- Filha, sabe o que eu vi no programa do Sapinho?
- É Ratinho, mãe, Ratinho!!
- Ah, sei lá, um desses bichos nojentos.
Desculpem o cleptopost depois de tempos de ausência, mas é que eu ADORO a mãe da Fal.
enviado por Dani K.
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