Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.
Sábado, Junho 26, 200412:24 AM Eu acabo de pedir uma pizza.
Eu não sei quem matou Lineu.
Eu estava tomando batida de maracujá "da casa" com risada e amendoim do ambulante, ali no boteco.
Sexta-feira, Junho 25, 20043:50 PM Eu amo fazer aniversário, e este vai marcar uma virada pra lá de especial. Então tenho que agradecer à linda da Ju e a essas meninas todas, por fazerem o clima de festa chegar mais depressa.
10:46 AM Não, não se deve comemorar o fim do inferno astral antes que ele chegue ao seu último minuto. Mas a cidade continua com aquela luz azul, bonita feito os olhos do menino lindo, lindo, que com sua sunga e seu cabelo com cheiro de mar sorriu pra mim no elevador me fazendo ganhar o dia.
Domingo, Junho 20, 20049:59 PM Você já viu festa de inauguração de posto de gasolina?
Pois é, colocaram uma espécie de alambrado e meia dúzia de seguranças de terno pra isolar dos passantes mortais a peruagem de salto alto circulando entre as bombas ao som do house muderninho. Às oito e pouco da noite.
Quarta-feira, Junho 16, 200412:11 AM O 'inha' aí do post abaixo foi pura licença poética, oquei?
Num misto de erro brabo de cálculo com confusão hormonal paralisante desta que vos fala, eu empurrei o trabalho com a barriga até o limite do aceitável e acabo de passar 3 dias colada na cadeira parindo nada menos que cento e e tantas páginas de texto in english. Com todos os thee, thy e thou que lhe cabiam, que afinal era história do santo.
Pois é, eu fiquei sócia daquele site da bíblia online, sabe qual? E tome King James version. Eu lembrei das minhas esquisitices adolescentes de curtir ler e reler o Apocalipse. Eu passei três dias sem tocar no meu outlook express (oh!), sem visitar nenhum blog (ooh!), mal botando os olhos no orkut (oooooooooooohhhh!). Ah, sim, e teve um fim de semana acontecendo durante boa parte desse tempo.
Mas eu não tive nenhuma crise horrenda de tendinite, faltam exatos dez dias para o fim do meu inferno astral (and counting) e o autor do texto acaba de ligar pra dizer que achou o trabalho bacana e tudo mais.
O que a rigor deveria, no mínimo, me render algum tipo de menção no Livro dos Recordes.
(Tudo isso é pra dizer que talvez fosse mais saudável ter um mínimo de organização e deixar de trabalhar 165 horas sem parar numa parte da semana e bundear o tempo todo nos dias restantes, mas que no fundo eu me divirto com esse caos. Ou então pra comentar nem eu ando agüentando a querido-diarice dos textos por aqui, mas no momento falta cérebro pra ir além disso)
Quinta-feira, Junho 10, 200410:29 PM Dispersão e banda larga é uma combinação explosiva, todo mundo sabe.
Pilhas de trabalho pela mesa, e eu flanando e esperando o sono se instalar irremediavelmente.
O que não dá para negar é que essa clicação sem rumo, claro, às vezes reserva boas surpresas.
Quer ver? Vá fazer uma visita aos prisioneiros da Cadeia de Palavras enquanto eu tento pela enésima vez começar aquela traduçãozinha insossa.
(ou ligo pra pedir uma pizza de brigadeiro. ou não)
Eu não sou expert nos sagrados votos, mas alguém aí já reparou se é sempre que, na troca de alianças, só a fala da noiva promete 'amor e fidelidade'?
Pois é, o noivo se limita a um amorzinho básico, até que a morte nos separe. Desde quando a Igreja liberou as puladas de cerca dos maridos, hein? Hein?
Não que eu defenda a proposta, mas não era para serem direitos iguais?
Tsk, tsk, tsk...
Este mundo está perdido.
(como diriam a minha avó e o restinho carola de mim que mexeu a boca acompanhando a ave-maria e lembrou de fazer o sinal da cruz antes de dar as costas pro altar)
Segunda-feira, Junho 07, 20042:14 PM A perua atrás de mim comentando que adora ir a casamento porque parece até novela. Muitas outras peruas, aliás, num blablablá daqueles dentro da igreja. Crianças de 4, 5 anos, falando altésimo no colo de pais impassíveis, com cara de paisagem. E os celulares tocando, claro.
Eu sei que não acredito naqueles votos todos, que há muito só consigo me arrepiar e sentir coisas em igrejas vazias e olhe lá. Mas fico pensando que se eu decidisse casar desse jeito iria querer no mínimo um pouco mais de seriedade no ritual.
Quinta-feira, Junho 03, 20047:12 PM e rápido como manda a lei das sincronicidades, o Falcão me responde aqui na rádio da lanhouse.
Faltou luz mas era dia
O sol invadiu a sala
Fez da T.V. um espelho
Refletindo o que a gente esquecia
Faltou luz mas era dia
O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal
Um chá pra curar esta azia
Um bom chá pra curar esta azia
É.
Chá quente, um punhado de suspiros.
Eu fecho a gola do casaco e vou.
7:01 PM Chuva, frio (de verdade), cachecóis coloridos pelas ruas. Contatos, risadas, crise, a minha casca largando aos poucos e dói, dói.
Mais cedo lembrei com espanto que a última vez que vi a lua cheia foi a muitos quilômetros. Eu não olho pro céu aqui. As pessoas não olham pro céu, parece. É muita informação, muita gente disputando as escadas do metrô, muito humano e pouca natureza. E é bom. Bom como expresso e gorro colorido e olhar do cara tatuado. Bom como sushi quase de madrugada, sapato diferentão, atendente prestativa a qualquer hora, brownie com sorvete e o filme que nem estreou lá.
E é esquisito. Esquisita essa cidade sem fim, esquisito o sem-horizonte, o labirinto de casas, ruas e sensações novas.
Esquisita a marca da estrangeiridade o tempo todo, e essa pessoa que eu nem sei quem é querendo brotar.
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E buscando as notícias quase sempre ruins mas familiares, uma nota especialmente bizarra prende os meus olhos. Invasão dos caracóis assassinos, sal grosso e quebrar as cascas pra não dar chance ao mosquito. De imediato a imagem do menino feliz-feliz com o bicho no pratinho de plástico dia desses. Mas era menor que três centímetros, não tem perigo (ia crescer?!).
Temei os caracóis. Os mosquitos. Revolução dos bichos perde.
Sei não, vai ver que é o meu humor virado, a azia que chegou pra ficar.
Mas há tempos eu não lia nada estranho assim.