Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.
Sábado, Dezembro 18, 20049:45 PM parem as máquinas: meu cabelo tá cor de rosa pro reveillón.
(mas calma, seus curiosos: não tem foto disso ainda)
Depois da (famooosa) minissaia pink pro aniversário dos 30 e de umas 2 ou 3 blusas rosa-bebê desde então, eis que enfim a cor suprema me sobe literalmente à cabeça a esta altura da vida.
E olha que ao que me lembre eu sempre torci o nariz pra dita cuja. Vai ver que, como concluí com Giu dia desses, a balzaquianice traz no pacote um certo retorno ao senso estético dos 3 anos de idade, hehehe
(desnecessário dizer que a Lia amou a invenção)
Sexta-feira, Dezembro 17, 20049:18 PM Minha irmã acaba de reagir espantadíssima ao me ouvir comentar que acabei de chegar do salão.
Eu, além de me sentir a mais hippie das criaturas, olho a mão com unhas em tom impecavelmente ameixa (li-cor, dizia o rótulo do esmalte) e penso por que será que toda manicure considera uma espécie de ofensa você querer fazer as unhas e não passar nem uma corzinha.
8:47 PM Não que eu nunca tivesse reparado no lugar antes. O açougue ocupa a esquina inteira, vitrine grandona e cartazes pela fachada anunciando filé, peito de frango e carnes menos prosaicas em letras vermelhas garrafais. Mas nesse dia, do outro lado da rua, meu olhar foi direto pra ele, chapéu na cabeça, roupa e barba impecavelmente brancas atrás do balcão. Alguma barriga, uns 70 e muitos, sozinho ali. Um olhar meio duro, azul num tom mais escuro do que eu, sem saber exatamente por que, me peguei esperando. Um olhar que me intrigava e prendia numa sensação estranha demais praquelas cinco da tarde de um dia banal. E lá vinha eu pela rua de sempre sem conseguir não olhar. E lá estava ele a me olhar olhando, talvez mais cheio de interrogações ainda. Até que num estalo, o inusitado da cena: papai noel afiando facas.
É, eu não olhei para trás. Mas podia jurar ele me sorriu de volta.
Quarta-feira, Dezembro 08, 200410:52 PM Enquanto as coisas seguem devagar quase parando (por conta da vida que atropela, diga-se), você meu ilustríssimo amigo que finge que está trabalhando pode procurar sua merecida diversão aqui, ó.