Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.
Quinta-feira, Abril 28, 20054:45 PM O moço bonitinho na porta do cinema, eu sou vulnerável (pra não dizer idiota) a essas coisas. Disse que era poeta e que é difícil achar editora, uma luta e tudo mais. E sorriu, bonitinho mesmo. E eu disse que pois é, que também escrevo, que é terrível. E sorri pro sorriso dele e revirei a bolsa atrás dos três reais que meio com vergonha ofereci em troca do bloquinho azul. Bonitinho.
O lance é que quase com certeza aquele embuído não era licença poética. Muito menos o desfazido uns versos adiante.
É, se era pra pagar só pelo sorriso e a cara-de-pau, os três reais foram mais do que razoáveis.
E lá ficou o bloquinho azul mimeografado, com as risadas das amigas, na mesa do restaurante.
4:17 PM Eu já ouvi falar em estratégias agressivas de conversão, mas o cara que conseguiu ligar uma rádio-pastor à minha linha telefônica merecia um prêmio.
(e se aquele sujeito berrando "irrrmãos" a cada vez que eu tiro o fone do gancho for obra do acaso, tem alguém perdendo uma oportunidade de ouro: eu ando disposta a me entregar a QUALQUER religião só pra acabar com o suplício da linha-cruzada evangélica permanente)
3:46 PM Eu achei que tinha sido surto meu, ou que talvez a foto da Veja tivesse saído esquisita mesmo, mas acabo de ler que ela também achou o papa com o rosto meio satânico. Ah, bom.
Embora renda posts a um blog moribundo, dar murro em ponta de faca com o ateindimeinto não estava sendo lá muito eficaz. No dia em que eu enfim lembrei de enfiar telefone e cabo na mesma bolsa e de passar na assistência técnica 'de verdade', surpresa: seu equipamento está em perfeito estado.
Well, pelo menos o intervalo serviu pra eu procurar um suporte melhorzinho pras fotas do siemens. Então com vocês, meus impulsos fotologgers em novo endereço. Tem o link permanente aí à direita também. Sirvam-se.
Quinta-feira, Abril 14, 20059:44 AM E aí você anda muito chateada porque seu celular parou de falar com o pc, estragando a brincadeira recente. Pluga, despluga, pluga de novo e nada. Hm.
Fora o banho de água de fazer bolhinha de sabão que tomou outro dia, o bicho parece em bom estado e o cabo também. Desconfiando que possa ser tilt do software capenguinha oferecido pelo fabricante, você bendiz as maravilhas da tecnologia que poupam horas penduradas ao estaremos resolveindo do atendimento telefônico e corre pro super-chat-ao-vivo-em-tempo-real.
É, ele deixa você bem longe do gerundismo anasalado, mas pelo visto padece da mesma irritante maldição do roteiro seguido à risca. Não adiantou explicar que já tinha reinstalado o programa, não adiantou fazer perguntas sobre a configuração do micro. A mocinha robótica do outro lado do teclado só repetia o mantra de instruções ensaiadas over and over again.
E, pra coroar minha irritação, ainda quis bancar a simpática se despedindo com um obrigada, senhora. Se precisar, não exite(sic) em nos procurar novamente.
Exite?! EXITE??? A única coisa que eu consegui fazer foi exitar da janelinha do chat na mesma hora, ugh!
(e o telefone continua aqui entupido de fotos, e eu continuo fora da brincadeira)
Terça-feira, Abril 05, 20056:11 PM Nada com mais cara de domingo que solzão com céu azul, nada mais apropriado para o dia esfuziante do que carregar canga e livro e bola e criança pro gramadão do parque.
(e foi só quando estava montada na bike, com o vento na cara, que me dei conta da falta que me fazem umas pedaladas ocasionais. 3 reais a hora, ziguezagueando pela ciclovia de um ibirapuera lotado: a verdade é que tem formas de felicidade que são bem baratinhas)