KALEIDOSCÓPIO
Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.








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OUTRAS PALAVRAS

Terça-feira, Agosto 30, 2005 10:52 AM

Gravidez e esquisitices alimentares costumam andar juntas, dizem. Na verdade eu acho que nunca tive isso da outra vez (ou não lembro, porque a amnésia materna aqui é coisa séria), mas a quantidade de potes de queijo cottage devorada nos últimos três meses e pouco já está beirando o surreal.
Tudo bem que de certa forma eu nem tenho do que reclamar. Afinal, cottage com lemon-pepper (receita da Ju!) na torrada integral está mais pra vício saudável que pra esquisitice. A cota de um pote grande do queijo e um pacote de torrada a cada 3 dias vocês relevem, please, que afinal eu tou grávida. :P

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Sentir que a sua vida virou uma imensa to-do-list que só aumenta em vez de diminuir não é das coisas mais agradáveis, não. E às vezes faz uma falta imensa a possibilidade de ir ali dar um mergulho básico entre uma crise e outra.

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E definitivamente está aberta a temporada dos festivais de cinema. Filme alemão com script em inglês, documentário obscuro, aquele nacional pra revisar a versão... Tem tanta VHS em cima da minha mesa que mal sobra espaço pra gata dormir. Mas dessa parte eu gosto.

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Ela é fantástica! Viciei.
(o que me lembra que preciso dar uma faxina aí na coluna de links)

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Ah, e o livro é bom, sim. Bom daquele tipo que você começa a arrastar a leitura pra 'economizar' e curtir mais uns diazinhos, sabe como? Giuzinha, se eu te emprestar você me empresta os teus Murakamis novos? (hehehe)


enviado por Dani K.



Terça-feira, Agosto 23, 2005 12:57 PM

Da série 'frases que eu sublinharia nos livros' (se tivesse a capacidade de sublinhar um livro sem achar que estou cometendo uma profanação imperdoável):

Toda correspondência é crivada de perfurações invisíveis, pequenos buracos deixados pelo que não foi escrito, mas foi pensado.

In 'O Que Eu Amava', Siri Hustvedt


enviado por Dani K.



Quarta-feira, Agosto 17, 2005 9:11 AM

O Terça Insana é hilário, claro, mas nem todas as risadas que você vai dar lá dentro garantem um estoque de bom humor suficiente pra agüentar a epopéia de mais de meia hora pra resgatar o carro das mãos dos valetes-trapalhões no fim do espetáculo. Well, pensando bem a mesmíssima coisa já tinha acontecido quando fomos ver a Fernandinha Torres no Tom Brasil: fila gigantesca pra pagar (caro) pelo serviço no único guichê disponível, carros entregues na ordem mais aleatória do mundo, hoooras de espera pra enfim receber o seu som sintonizado na indefectível rádio do pagodão ou o alarme disparado apitando desde a esquina. E muita gente - tirando os cariocas aqui, o casal que teve que desarmar o alarme e uns poucos estressadinhos de plantão - nem-aí pra tudo isso.

Vai ver que eu não sou paulista (ou motorista) o suficiente pra compreender a dinâmica da coisa, mas faz sentido largar 9 pratas na mãos dos caras e ter um serviço desses???

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Não que eu esteja no mesmo barco das moças, mas o manifesto é tãaao perfeito que não tem como não divulgar!

Campanha NAMORE UMA MÃE SOLTEIRA

Diretrizes básicas:
1) Nós não temos pressa de casar, porque já temos filho
2) Nós não temos pressa de ter filho, porque já temos filho
3) Nós não temos tempo de grudar no seu pé, porque já temos filho
4) Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque já temos filho
5) Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque nós já temos filho

Diz aí, não é a coisa mais genial dos últimos tempos?
E você já pode pegar o selo com ela, que essas minhas amigas não brincam em serviço.


enviado por Dani K.



Sexta-feira, Agosto 05, 2005 10:27 PM

É que ela queria se ver bebezinha ali nos 5 minutos de vídeo gravados no HD, bobagens, um sábado qualquer de conversas amenas, e me deu esta saudade funda de casa revirando coisas aqui.

É que aí não deu pra deixar de pensar nos treze apartamentos vistos por dia e no playground e a piscina e a segurança acompanhados dos caixotinhos de paredes finas janelas pequenas suítes interfones te policiando enquanto do outro lado da parede fina o vizinho ouve, lazer com-ple-to exclusivo e o que era mesmo que eu queria nem sei. Porque é claro razoável depois de um certo ponto você querer coisas que e não é que de uma forma isso vai in-vi-a-bi-li-zan-do o resto do vital e importante e que pra conciliar tudoaomesmotempo a grana não dá muito menos minhas sandálias havaianas o incenso indiano e a estrangeiridade, pois é. É que vai ver que só o que eu quis mesmo aqui foi sim aquela casinha amarela e eu me vi lá, eu de verdade e as minhas coisas dragões e máscaras encaixotados até hoje porque sei lá e que aí dói e parece que nada e parece que nunca e que tudo o que eu disse mais cedo e dói, sim.

Não sempre, você sabe, mas dói.


enviado por Dani K.



Terça-feira, Agosto 02, 2005 8:10 AM

E eis que há novos vermelhos por aí e isso é sempre uma notícia boa.
Oi de novo, moça. :)

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É, eu ando pensando em coisas (e também incomodada de abrir isto todo dia e ver texto tão antigo), mas tudo tão... fluido que acho que nem nestas letras cinzas sutis.

*****

Veja Antes do Pôr-do-Sol. Mesmo se você não viu o outro, mesmo se não é bem o clima do dia, mesmo se a sua tela tem muitas polegadas a menos, mesmo se. Veja.

E veja Contra Todos também. (sobre os efeitos de misturar os dois em sessão dupla eu vou precisar falar com mais calma depois, mas pelo menos foi acertada a decisão de deixar Paris e o amor para encerrarem a noite).


enviado por Dani K.








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