Dani, carioca morando em São Paulo, balzaquiana. Tradutora de inglês, taróloga, mãe - não necessariamente nessa ordem. Interessada em escultura, cinema, partos, portos, livros, línguas, gente e um punhado de outras coisas.
Segunda-feira, Agosto 21, 20063:10 AM Fazer um desenho nas costas da mão
Despir a consciência das dores morais
Jogar uma vaca do décimo andar
Viajar sobre a lua que varre os sertões
Uma ostra chilena, um beijo em Paris
Se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
Se Vital escrevesse a constituição
Se eu nunca quisesse quem nunca me quis
Ser dois e ser dez e ainda ser um
Se a vingança apagasse a dor que eu senti
Seco, reto, isento, amoral
Se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz
Tudo isso me faria feliz
Absurdos me fariam feliz
Pero nada me hará tan feliz
Como dos margaritas
Ainda hoje falamos disso, saudades da adolescência.
Eu não posso dizer que fui uma pessoa lá muito feliz entre os 13 e os 20.
Ou sei lá. Sei que não morro de saudade.
De verdade mesmo? Prefiro a versão atual.
A única coisa que faz falta é não ter pra quem ligar às 3h da manhã pra propor um brinde ao Grande Roteirista.
Terça-feira, Agosto 15, 200612:30 AM eu QUERO.
se alguém aí estiver de viagem marcada para o Japão, já sabe que lembrancinha vai me fazer feliz, hehehe
Sexta-feira, Agosto 04, 20062:08 AM Semana Mundial da Amamentação, né?
A Denise convocou e eu até tinha muito a falar sobre o assunto, sim. Só que ando (caso alguém ainda não tenha notado) meio cansada disto aqui.
Mas posso dizer rapidinho que dia 16 próximo eu fecho vitoriosos 6 meses de amamentação exclusiva e que estou bem feliz com isso. E também meio triste por ter precisado de uma história anterior não tão bem-sucedida pra chegar até esse marco.
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Acabo de topar com meu currículo de 2002, no blog da brincadeira. De lá pra cá, pouquinhas atualizações nos 'nuncas':
Já dormi debaixo do céu estrelado
já chorei por amor (quem nunca?)
já fiz gente chorar por amor
nunca bebi absinto (mas tinha vontade)
nunca pinto as unhas já cortei o cabelo com máquina 4
nunca roubei nas Lojas Americanas
já tive um caso com um barman moçambicano
nunca tomei glicose na veia
já beijei bocas femininas
já fiz sexo com mais de uma pessoa ao mesmo tempo
já pensei em ser freira
já fui recenseadora
nunca consegui plantar bananeira
já contei mentiras deslavadas
já dei desculpas esfarrapadas
já usei aparelho nos dentes
nunca arranquei um siso
já morei em Rondônia
já cruzei o Canadá de trem
nunca mergulhei no Oceano Pacífico
já tive pressentimentos certeiros
nunca vi fantasmas
já chorei assistindo comercial
já viajei de ácido
nunca viajei de navio
já me descabelei em show do RPM
nunca fiz uma tatuagem
nunca dirigi um carro
já tive duas bicicletas roubadas
já comi ova de bacalhau
nunca comi escargot
nunca repeti de ano
já matei aula pra namorar
nunca usei véu e grinalda
já usei saia balonée (credo!)
já tive uma coelha de estimação
já plantei uma árvore
já li a Bíblia
já acordei ao lado de desconhecidos
nunca menti a idade (ainda)
já comi carne de cobra
nunca fui picada por cobra
já engessei a perna
já vi de perto um urso polar (sem ser no zoológico nem na propaganda da Coca-Cola!)
já virei noites trabalhando
nunca li Shakespeare no original
já vi 4 5 sessões de cinema seguidas
já fui escolhida pra concorrer a rainha do baile de carnaval de cidade do interior
já tomei daime
já agi com segundas, terceiras e quartas intenções
já venci concurso de redação na escola
já tomei banho de mar sem roupa
nunca fiquei num hotel 5 estrelas
já me apaixonei por um primo
nunca apareci na TV
nunca consegui ganhar na loteria, bingo ou rifa
já virei um tabuleiro de xadrez no meio da partida
nunca vi '...E o Vento Levou' até o fim
já tive ataque de riso no elevador
já errei feio
nunca aprendi a jogar War
já desmaiei no meio da rua
E uns 'jás' a acrescentar:
já tive um texto publicado em papel (sem ser tradução);
já pari uma filha em casa;
já fui reconhecida por ter aparecido na TV.
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Tem uma crônica dela sobre a luz do Rio e a luz de São Paulo que é acho que é tudo que eu já quis escrever sobre o assunto.
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Eu ando precisando de férias. Longas.
(e talvez de um caderno novo e sem pautas)