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9:28 PM
Então você passa uma vida tentando ignorar a sua natureza-carangueja e um belo dia descobre que já está pendurada pelo pé há anos e nem tinha se dado conta disso (e sim, as pinças são afiadas).
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A menina termina o almoço com fome simplesmente porque não consegue parar quieta na cadeira cinco minutos que sejam, corre do quarto para a sala para a cozinha feito uma bolinha de pinball, chupa picolé de cabeça pra baixo falando pelos cotovelos ao mesmo tempo.
E depois ainda dizem que esse negócio de astrologia é crendice.
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Posso confessar uma coisa? Eu tenho antipatia gratuita por gente que manda beijo-no-coração.
enviado por Dani K.
11:37 AM
GOD (!!), invocação maiúscula sobre a asa direita, assento 15F na frota mais moderna do Brasil. Aeromoças de camiseta, laptop com pão de queijo no saguão e os meus sonhos que são tão outros.
Espio a cabeça raspada e o sotaque diferente do moço, sorrio por dentro quando ele saca bloquinho e caneta analógicos e se senta na fileira 13. Coisas prosaicas assim. O executivo na poltrona ao lado pergunta pelos filhos, chama a mulher de lindinha e usa relógio de grife, lá na frente duas moças riem baixinho. Aceita um suco, senhora? Turbulência e revista de bordo, goiabinha hoje não (O executivo aceita. Para as crianças). A lua quase míngua lá em cima, os muitos metros nadados mais cedo parece que foram em outra vida.
Senhores passageiros, apertem os cintos, recolham sua própria sujeira, fiquem atentos à bagagem de mão.
No Rio de Janeiro, o tempo é quente. Sempre.
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Eu estou vestida com as roupas e as armas de Jorge. Eu tenho uma filha que hoje completa 7 anos.
enviado por Dani K.
10:02 PM
O amigo contou meio em tom de piada que parou pra comprar cigarro no boteco e o caixa demorou a atender porque estava navegando no Orkut. O azulzinho-cinza do (sic) site de relacionamentos está mesmo por toda parte, sucesso total em dez entre dez telas na lanhouse do bairro, nos notes dos executivos no embarque da ponte aérea, nas mesas de canto do escritório, no micro da secretária do dentista e agora também no caixa do boteco. Quanto menos as pessoas se relacionam mais elas se relacionam, parece. Vai ver que o anacrônico era o amigo, que em vez de ficar abismado deveria ter saído de casa munido do seu conectável* portátil, acessado o famigerado site, buscado a comunidade do bar do Seu Antônio e deixado um scrap na página do Zé do caixa: Ô companheiro, vê um Marlboro aí!. Fácil.
celular ? palm? a lista de opções aumenta todo dia.
enviado por Dani K.
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